Nos olhos teus busquei abrigo
Andei por ontem, eu digo, fiz de tudo pra estar contigo.
Meu coração, segurou a dor da tua indiferença
Enquanto contei gota por gota da chuva, como quem junta as lembranças de você
Eu vi teus olhos focalizarem um horizonte que não continha a min.
Mesmo quando soltou a sua dor, foi em min a consequencia física
Eu senti a tua alegria, espelhada, revoltada as minhas ânsias
A minha esperança, lembrança, estada mística
Pedi a Deus pra dar-te um sonho bom
senti, chorei, gritei aos meus casos paranoicos de viver
Minha alegria, eu sentia, estava congelada
Podiam ser as terças, os feriados imensuráveis, não houve doce pra arrumar o perfume
que pudesse aliviar a tensão, de ver criar-se outra estrada
Música pra olvidar, calendário pra saber, os dias que eu perdi você.
Quem é você afinal?
Como pode entrar na minha vida assim? sem entender como funciona meus pensamentos?
Palavra, coração a dentro, meu sentimento inteiro por você
Denovo peguei caminho, fui andando, sozinho, a sete léguas de você
Confesso senti, e talvez ainda sinta seu caminho cruzando o meu
Mas não há mais, não tem pedaços meus a recolher, você quebrou os que restaram!
Meu coração não aguentou o grande peso de viver a tua felicidade
Hoje choveu em min, agora as gotas vão construindo, até que eu fique encharcado.
O caminho vai secando sozinho, e eu vou olhando outro pensar
Eu mesmo tive de me secar, cortar lembranças, e ver o caminho para o que eu sou
Já vou andando agora, ainda te desejo um sonho bom
Mas vou esperar as gotas da chuva em outro lugar.
domingo, 17 de janeiro de 2010
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