Abraça-me uma tristeza tão forte, tão repleta de um tom de espetáculo que já não posso fazer nada por enquanto, apenas contemplar absurda imensidão.
De que me serve tanta vida, se a parte que me interessa se desfaz como o sufoco de um último beijo, como o receio de uma alma sem voz. É assim várias vezes a vida, palco de um show que não queremos ver. Encontro sinistro de pensamentos nada cândidos. Vontade de dizer algo representável de uma ânsia crepuscular, envolta de sombras que algumas palavras infelizmente pedem.
Um gosto amargo, um sentimento sem razão, por incrivel ironia de tudo, tambem é próprio dos poetas e artistas da vida doar palavras e pensamentos a tristeza.
Troco, já não penso em termos práticos, acelero uma desolação embriagada de meia vida. Sei que se não ficar triste por hoje não estarei honrando meus valores como pessoa. Também por isso não reclamo. Entendo que são coisas da vida, acento-me ! quero ver melhor esse fim que não desejei.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário