quinta-feira, 25 de março de 2010

Reminiscência

"Sendo a alma imortal e tendo nascido muitas vezes e tendo visto tudo quanto existe... conhece tudo; não é admiração alguma que ela tenha condições de trazer de volta à lembrança tudo quanto já soube a cerca da virtude e de todos. ( Platão)"

A reminiscência é tudo aquilo que estava arquivado no inconsciente, e que se libertou depois. Será como se estivéssemos saido da amnésia. ( Victor Passos)

Aquele teu sorriso, sabe aquele que não vejo faz tanto tempo? hoje brotou-me em lembranças, cortou meu coração de felicidade e entristecimento. Ah como ele me faz falta! Aquele sorriso é só teu, só você pode me dar.
As vezes olhando as fotos, submerge de minha alma os momentos tão felizes que já tive, com pessoas que viveram comigo uns anos, uns dias, umas horas, muito tempo? pouco tempo? foi tempo.
As nossas conversas de retalhos de vida, as besteiras ditas, e os abraços trocados vagam pelo espaço e se rodeiam no âmago do meu ser, trazem enigma no que ficou em minha mente que me floreceu por agora.
Lembro os dias de chuva severos e serenos, as noites claras e os cantos doces, os beijos forjados e roubados, o meu parecer diante de várias outras coisas como a estrela perto demais da lua.
Se você não tivesse chorado, não tivesse gritado, não tivesse me tratado tão bem, não arrancaria agora o que se rebusca de minha mente e me toma em lágrimas quando lembro de tudo o que aconteceu.
há nos caminhos das lembranças uma espécie de amor que se revela apenas na saudade, um sentimento que nem em todas as palavras dos mais vastos e completos vocabulários, não se explica de forma alguma, é como explicar a minha alegria em teu sorriso, algo demais para escrita.
Lembrar, recodar, reviver, trazer de volta o canto de ninar da mãe, a grande história que o pai contou, a brincadeira entre irmãos, a vida que muitas vezes se perder deixou.
O colégio, a comida, o processo, a casa, a conquista, os amigos, os tempos, os olhares, as brincadeiras de criança, a velha infância, a aurora jovial da vida, perdida, esquecida e lembrada pelos seus impulsos de viver o que já passou.
Trocaram as portas, levaram as janelas, me deixaram em nova vida. Sobrou-me o cheiro, a recordação, a vida que é só minha, o pensamento que é só meu, o pra sempre que em mim, pelo menos na lembrança e no coração, jamais se acabará.

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